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intervencoes
Perosinho situa-se na zona sul do concelho de Vila Nova de Gaia. Está a poente do Monte Murado e a sul da Serra de Negrelos. Apesar de não existirem vestígios arqueológicos dentro da área de Perosinho, a verdade é que a proximidade em relação ao Monte Murado, onde surgiram vestígios castrejos, parece querer indiciar que também por aqui andaram os povos pré-históricos. De resto, o próprio nome da freguesia parece apontar para uma origem arqueológica. Perosinho de pedregoso, logo, possivelmente de reduto castrejo. «Pertencendo o Monte Murados, parte a Perosinho e parte a Pedroso, é de notar que todos os objetos a que nos temos referido foram encontrados na sua vertente ocidental que fica situada dentro dos limites de Perosinho.» (José Ribeiro Araújo, «Perosinho: Apontamentos para a sua Monografia»).
O primeiro documento escrito referente à freguesia data do ano de 922. Trata-se de uma carta de doação na qual está incluído o lugar de Perrosinho. No ano de 1307, no Livro das Inquirições de D. Dinis, é referida a «freguesya de Sam Salvador de Perosyo e a aldea que é de Segueyros (Sergueiros).»
Em finais do século XV, a paróquia estava anexa ao Mosteiro de S. Salvador de Grijó. Aliás, a relação com Grijó era já nessa altura muito antiga e manteve-se até à extinção do Mosteiro, em 1834.
No que diz respeito ao património edificado, a primitiva Igreja Paroquial data de 1132, embora não seja de pôr de lado a hipótese de ter existido uma outra ainda anterior. Demolida em finais do século XVII, foi substituída pela atual Igreja matriz. Terá sido inaugurada em 1802, de acordo com inscrição na frontaria. 



                              Igreja de S. Salvador
Igreja S. Salvador Perosinho 1

No adro da igreja, está um cruzeiro de 1676, o que significa que remonta ao templo anterior. Fachada sóbria, que traduz um equilíbrio entre o barroco austero e o neoclássico pragmático.
No centro, um portal encimado por frontão circular. Tem torre sineira adossada. No interior do templo, de uma só nave, encontram-se alguns altares em talha dourada e um órgão muito antigo. Duas das imagens que se conservam, e que devem ter vindo da igreja anterior, são dignas de nota: a Senhora do Leite, quinhentista, em pedra de ançã, atribuída à Escola de um dos expoentes máximos da escultura renascentista em Portugal, João de Ruão; e a Senhora do Carmo, uma imagem do século XVIII.
Algumas outras capelas também merecem ser visitadas. É o caso da Capela da Senhora do Pilar ou da Assunção em Crasto e da Capela de Santa Marinha ambas da primeira metade do século XIV e a Capela da Senhora do Alívio, setecentista.
           
    

Capela Nossa Sra.do Pilar

 Capela Sra. Pilar
     

  Capela Santa Marinha
capelaa 
     

    Capela Nª Sra. Alívio

Capela Sra. Alívio



  

  Capela da Sagrada Família

Capela Sagrada Família 3

 

           
Também poderá visitar a Quinta da Pena, onde está instalado atualmente o Centro Social Paroquial e o seu jardim-de-infância. Propriedade da Igreja Paroquial, constituída por uma vasta área florestal. Quanto ao solar da Quinta, possui uma pequena capela interior, onde se destaca o teto pintado.          
     
Perosinho na rota dos Caminhos de Santiago 
     
Perosinho encontra-se na rota do Caminho Central Português dos Caminhos de Santiago. Reconhecendo a importância histórica e cultural  desta peregrinação e tendo em linha de conta o aumento do número de peregrinos que têm vindo a percorrer as ruas da Freguesia, a Junta de Freguesia desenvolveu um plano de sinalização do percurso e em 2011 inaugurou uma escultura alusiva aos Caminhos de Santiago. Neste percurso destaca-se a monumental Calçada Romana de Perosinho.
                                                                                               
sinalizacaooficial escultura calcadaromana



                                                     Percurso

percursoperosinhoo

                                                                Caminho Central Português, 2006, p. 36